Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa
Indicações da equipe- Resenhas de dezembro
#Márioindica Persépolis, de Marjane Satrapi
Persépolis é uma autobiografia em quadrinhos escrito por Marjane, uma mulher iraniana que narra de sua infância até a fase adulta de sua vida. O livro começa com uma breve explicação sobre a história do Irã, desde os primórdios até o período de guerra, contextualizando assim, a cultura iraniana.
A HQ narra toda perseverança de Marjane estando longe de casa, estudando em um colégio interno em Viena, sabendo que poderia sofrer com a repressão e lamentando sua ausência na luta de seus pais no Irã . A narrativa de Persépolis trata também sobre a luta das mulheres nas universidades do pós-guerra e sobre a importância do afeto familiar, mostrando como isto pode influenciar em nossa resistência diante de uma guerra.
A personagem Marjane possui uma família de mulheres fortes, em especial sua avó, que é quem passa a maior parte da vida ao lado de nossa protagonista. A leitura é irresistível e divertida!
#Márioindica Frankenstein, de Mary Shelley
A obra de Mary Shelley nasceu no verão de 1816, quando passava as férias com seu marido, Percy Shelley, em Genebra. Na mesma hospedagem estava Lorde Byron, que sugeriu que fizessem um concurso de histórias de fantasmas, fazendo com que Shelley iniciasse seu livro e o finalizasse de volta à Inglaterra. Foi publicado como Frankenstein ou O Prometeu moderno em 1818. (HINDLE, 2015)
A história, que inspirou diversos filmes e personagens de séries, é tensa e assusta por distintos elementos psicológicos e do horror. O doutor Victor Frankenstein, obcecado por seus estudos sobre a vida, procura matéria prima para criar um ser. Quando consegue, rejeita-o, gerando assim um sentimento inconsolável na criatura que busca, a qualquer custo, encontrá-lo para contar todas as dores que passou em sua sobrevivência reclusa e fazer um último pedido. Leitura que tira o fôlego do leitor até a última página!
"Suas palavras tiveram um estranho efeito sobre mim. Compadecia-me dele e chegava, às vezes, a desejar consolá-lo, mas, ao olhar para sua figura, aquela massa impura que se movia e falava, meu coração enchia-se de repugnância e meus sentimentos passavam a ser de horror e aversão. Tentei reprimir essas sensações, pensei que, se não era capaz de simpatizar com ele, não tinha o direito de negar-lhe a pequena porção de felicidade que estava a meu alcance proporcionar-lhe." (SHELLEY, 2015, p. 241)
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